GANHAM O ESTADO E A SOCIEDADE

Legalização do jogo pode vir através do STF

Nesta terça-feira (7) abordamos as estratégias e os aspectos políticos que envolvem a legalização do jogo no Congresso Nacional, mas não descartamos que esta possibilidade seja encurtada através do recurso extraordinário (RE 966.177), com repercussão geral, interposto pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul questionando decisão da Turma Recursal dos Juizados Especiais Criminais do Rio Grande do Sul, que afastou a tipicidade do jogo de azar lastreado em preceitos constitucionais relativos à livre iniciativa e às liberdades fundamentais, previstos nos artigos 1º, inciso IV; 5º, inciso XLI; e 170 da Constituição Federal.

Representado pelo escritório Regis de Oliveira, Corigliano e Beneti Advogados, do advogado, ex-desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, vice-prefeito e prefeito de São Paulo e ex-deputado federal, Régis de Oliveira, o Instituto Brasileiro Jogo Legal - IJL solicitou o ingresso como amicus curiae no julgamento da repercussão geral convocada pelo Supremo Tribunal Federal - STF.

O objetivo do IJL, caso a entidade seja admitida como amicus curiae no processo de julgamento da repercussão geral, será o de fornecer subsídios sobre a matéria discutida para que os ministros sintam-se mais à vontade para decidir sobre questão de suma importância.

Até o presente momento o ministro relator Luiz Fux não se manifestou sobre o pedido e o julgamento ainda não tem previsão de agendamento.